Belmontense fala da sua carreira profissional como cuidadora de idosos

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Por Leosranny Guerra
Amor, carinho e respeito são exemplos de sentimentos muitas vezes ausentes na relação com os idosos em nosso país. Esta foi uma das  razões pelas quais, resolvi adentrar a área de cuidador de idosos no intuito de mostrá-los que ainda podem ser amados, ter sua independência (mesmo diante de suas limitações físicas).

Hoje eu queria falar um pouco da minha trajetória profissional, um pouco das minhas dificuldades iniciais, mas também o lado bom de conviver com pessoas maravilhosas, as quais me ensinaram e ainda ensinam muito a respeito da vida.

Observei, de início, que o lapso temporal entre nossas idades não poderia ser um grave problema, principalmente pelo fato de para eu não me importar com idade, gênero ou cor de pele, mas sim o motivo de se tratar de um ser humana em construção como qualquer outro. Tomando como base meu aprendizado durante a esses  17 (dezessete) meses de trabalho, pude ter uma rápida adaptação à minha função e dar sempre o melhor de mim todos os dias, a fim de desempenhar bem minha função como cuidadora de idosos, e principalmente a chance de fazer alguém sorrir com frases simples, como: parabéns o (a) senhor (a) conseguiu, você é especial.

Convém pontuar, ainda, que como cuidadora de idosos devo buscar sempre melhorar profissionalmente e intelectualmente, uma artesã da mente e emoção humana, com o objetivo de trabalhar a mente dos grandes personagens (idosos) que estão ao nosso redor, e aos nossos cuidados. Isso porque, quando um ser humano é instigado a pensar e escrever as mais belas histórias da sua vida, creio que é um grande passo em prol de sua reabilitação como uma pessoa independente, autora da sua própria história.

Espero que assim como eu, todos vocês sejam vendedores de sonhos e vendam uma vírgula para vida das pessoas ao seu redor, para mostrar que ainda dá tempo e o céu é a única certeza que a gente tem, e o mais importante de tudo, cultive amor, pois esse é eterno não enquanto dura, mas sim enquanto se cultiva.


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