A Força de Belmonte e o Cariri Cangaço 2018

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O Cariri Cangaço tem se notabilizado por uma de suas caraterísticas ímpares: É o mais espetacular exemplo de um empreendimento que renova suas forças e sua capacidade de realização na mais absoluta e inegável força da construção coletiva. Mais e mais estamos convencidos de que, dentre nossos legados, um dos mais preciosos será essa constatação, e isso mais uma vez se confirma em São José de Belmonte. O último sábado, dia 01 de setembro de 2018, marcou a terceira e última reunião de trabalho antes da realização do esperado Cariri Cangaço na terra dos Pereira e Carvalho, nos próximos dias 11 a 14 de outubro. "Estamos novamente em São José de Belmonte para mais um encontro de trabalho acompanhando Manoel Severo para darmos os retoques finais ao grande evento, sem dúvidas será um encontro memorável" revela o Conselheiro Cariri Cangaço Professor Pereira, da cidade de Cajazeiras.

Edízio Carvalho, Cícero Aguiar, Louro Teles, Clécio Novaes, Manoel Severo, Manoel Serafim, Professor Pereira, Sousa Neto, Robério Bezerra, Bosco André e Clênio Novaes: Reunião do Cariri Cangaço no Castelo Armorial

A agenda da visita foi composta inicialmente por reunião para definição dos últimos detalhes da infraestrutura necessária para o evento, que aconteceu nos salões do Castelo Armorial de São José de Belmonte e contou com as presenças da Comissão Local Organizadora que tem a frente Valdir Nogueira, Clênio Novaes, Clécio Novaes, Edízio e Ernesto Carvalho, além do pesquisador Cícero Aguiar; do representante do prefeito municipal de São José de Belmonte, Secretário Robério Carvalho Bezerra e de representantes do Conselho Alcino Alves Costa; Manoel Severo, Sousa Neto, Louro Teles, Manoel Serafim, Professor Pereira e Bosco André. "Participar de uma reunião de trabalho deste nível e ainda por cima num cenário tão extraordinário como o Castelo Armorial, mostra o realmente o que o publico do Cariri Cangaço pode esperar... Sem dúvidas faremos mais uma grande festa da integração do nordeste" confirma o Conselheiro Bosco André da cidade de Missão Velha.

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"O mais incrível é testemunhar que até reuniões de trabalho e visitas de preparação do Cariri Cangaço acabam sempre em momentos inesquecíveis" revela o Conselheiro Louro Teles da cidade de Calumbi que conclui:"Realmente será um evento imperdível". Passo a passo cada ponto da programação foi repassada aos presentes; os detalhes e a preocupação de proporcionar um evento de qualidade foi a tônica de todas as discussões. "Vamos mostrar o que São José de Belmonte tem de melhor, a força de sua história, sua memória e suas tradições, sem dúvidas estamos muito felizes em receber o que já nos acostumamos a falar no Cariri Cangaço, o Brasil de Alma Nordestina" fala o Presidente da Comissão Local, pesquisador e escritor Valdir Nogueira.
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  Cícero Aguiar, Sousa Neto, Manoel Serafim, Edízio Carvalho, Ernesto Sávio, 
Clênio Novaes e Manoel Severo
Valdir Nogueira, Robério Bezerra, Professor Pereira e Bosco André
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Manoel Serafim, Conselheiro Cariri Cangaço da cidade de Floresta reforça, "pelo que estamos acompanhando em cada visita e pelo tamanho da história de São José de Belmonte, quero dizer que não perdemos por esperar e a programação deverá sair dentro de cinco a seis dias". Conselheiro Cariri Cangaço da cidade de Barro, pesquisador Sousa Neto provoca:"Esse será um evento ao qual não se perde por dinheiro nenhum nesse sertão..."
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Na ocasião do encontro foi firmada a parceria final de realização do Cariri Cangaço São José de Belmonte: Realização do Instituto Cariri do Brasil, Castelo Armorial e Prefeitura Municipal; apoio da SBEC, do IGHP, do ICC, do GECC e do GPEC. "Hoje sairemos daqui com as questões de infraestrutura definidas, estamos visitando os meios de hospedagens  e  por todo o dia estaremos realizando visitas técnicas por todos os cenários que estarão na programação, dessa forma nossos convidados podem aguardar mais uma grande realização com a marca Cariri Cangaço", diz Manoel Severo, curador do evento.
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Ruinas da Fazenda Cristóvão, casa de Ioiô Maroto
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"Hoje, tivemos essa importante reunião da comissão organizadora do Cariri Cangaço, que será realizado no período de 11 a 14 de outubro, aqui em São José do Belmonte.A reunião, presidida pelo Sr. Manoel Severo, presidente do Cariri Cangaço teve como objetivo concluir a programação e realizar visitas técnicas aos locais que serão visitados durante o evento: Ruínas da casa de Ioiô Maroto, na Fazenda Cristóvão, Casa de Pedra do Sítio Batinga, onde Lampião se alojou para tratar de um tiro, a Pedra do Reino, a Ilumiara Pedra do Reino, o Castelo Armorial Reino Encantado e a casa de Gonzaga.Tenham certeza, a nossa cidade terá um grande evento, que marcará o município como rota do turismo do cangaço no Nordeste." Complementa Edízio Carvalho da Comissão Organizadora Local.o
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 Valdir Nogueira e o episódio da fazenda Cristovão: "Daqui saíram os cangaceiros para o ataque a Gonzaga em Belmonte, era o amanhecer de 22 de outubro de 1922"
 Louro Teles e a caravana Cariri Cangaço 
Clênio Novaes:"O grande responsável pelo ataque foi Ioiô Maroto, os cangaceiros 
saíram exatamente desta casa"
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Encerrada a reunião no Castelo Armorial a caravana da organização seguiu para os principais pontos de visitação. Em principio a fazenda Cristovão, emblemático cenário e terra dos Pereiras. Aqui morou Crispim Pereira de Araujo, famoso Ioiô Maroto, personagem principal da trama e do ataque dos cangaceiros a Casa de Gonzaga em 1922, da casa da fazenda Cristovão partiu o bando que levaria terror a Belmonte no amanhecer de 20 de outubro de 1922.
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 Professor Pereira, Cícero Aguiar, Louro Teles, Sousa Neto, Valdir Nogueira, Manoel Severo, Manoel Serafim e Bosco André
 Ruínas da casa de Ioiô Maroto na fazenda Cristovão
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Dali a Comissão Organizadora seguiu rumo a famosa Serra do Catolé; não sem antes passar pelo simpático e histórico povoado do Carmo. O deslocamento de cerca de  10 km de estrada de terra com momentos de subidas ingrimes nos levaria a uma das paisagens mais belas e impressionantes  de todo Pernambuco. Com altitudes que chegam até os mil metros a imponente Serra do Catolé impõe a sua grandeza; quando se tem uma vista enebriante de vales distantes entre os estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba, dali vislumbra-se ao longe o par enigmático das "duas torres", logo logo estaríamos também chegando na Pedra do Reino.
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Caravana Cariri Cangaço no Platô da Casa de Pedra
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A caravana parou à beira do caminho... Seguindo a pé por entre a "floresta de Catolé" por cerca de 180 metros, chegaria ao cume de uma elevação e a um vasto platô. Ali se apresentou de forma magnânima o conjunto de cavernas que veio a se perpetuar como a "Casa de Pedra". Ali, Virgulino Lampião, rei dos cangaceiros, recorreu ao esconderijo natural por ocasião do balaço que levou ainda em 1924 em refrega com a volante de Teophanes Ferraz. 
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Esse conjunto de monólitos se coloca próximo de outro monumento natural que teria seu nome também ligado a literatura cangaceira: A "Pedra de Dé Araujo". Todo esse conjunto de cavernas espetacularmente dispostas em forma de casas também receberam por diversas vezes as visitas de Sinhô Pereira e Luiz Padre.
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Manoel Serafim, Sousa Neto, Professor Pereira, Manoel Severo, Cícero Aguiar, 
Bosco André, Valdir Nogueira e Clênio Novaes
 Manoel Serafim e Manoel Severo:Aqui Virgulino Ferreira se escondeu no episódio em que foi baleado pela volante de Teophanes Ferraz em 1924
 Louro Teles
Manoel Severo e Cícero Aguiar
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O sol alto no firmamento foi testemunha da chegada da Comissão Cariri Cangaço à Serra Formosa e ao majestoso e mistico cenário da Pedra do Reino. O conjunto de torres e rochas rasgando o horizonte guardam um dos episódios mais fortes e marcantes da história do Sebastianismo no Brasil: A Pedra do Reino. Ali entre 1836 e 1838 em nome de Dom Sebastião, auto-proclamados profetas formaram essa comunidade que aguardava a sua ressurreição. 
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Os adeptos a esse movimento esperavam a ressurreição do santo sob a crença de que os males seriam convertidos em alegrias, o mal se tornaria bom, o velho se tornaria jovem, e assim por diante. A crença na ressurreição de Dom Sebastião foi o marco inicial para esse grande movimento messiânico que traria morte e dor ao sertão pernambucano e seria inspiração para o Mestre Ariano Suassuna criar um de seus mais festejados romances.o

 Caravana Cariri Cangaço na Pedra do Reino
Louro Teles
"Ariano construiu o Santuário denominado Ilumiara da Pedra do Reino, em São José do Belmonte, em frente à conhecida e mítica Pedra do Reino, inspiração de seu Romance. E prossegue dizendo: "Então eu resolvi erguer, e conclui, as dezesseis esculturas gigantescas em granito, feita por um grande escultor de origem popular, Arnaldo Barbosa. [...] As duas pedras que já existiam ficam sendo as torres da igreja". Uma fica do lado da Paraíba, no município de Misericórdia; a outra fica do lado de Pernambuco, no município de São José do Belmonte. Então, Ariano conta que resolveu fazer lá o santuário, dizendo que fez "um círculo dividido em dois hemisférios: o hemisfério do sagrado e o do profano [...]; no centro tem um marco, que eu coloquei ali e na frente tem [a inscrição] 'Ilumiara Pedra do Reino' e atrás tem 'Uma homenagem a Aleijadinho'." 
Caravana Cariri Cangaço na Pedra do Reino
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A Serra Formosa, em São José do Belmonte, continua magnífica guardando sua beleza e seus mistérios, ali todas as terras pertenciam à família Pereira, ali Sinhô Pereira e Luis Padre tinha guarita garantida e ali Luis Padre acabaria mantendo um romance com Ana Maria de Jesus e teria duas filhas; Emília e Agostinha Pereira da Silva. Fomos recebidos pelo casal Valdinho e Quininha; ele, morador e guardião do local e bisneto de Luis Padre, ela, nossa cozinheira e anfitriã do almoço do Cariri Cangaço na Pedra do Reino.
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A magia do lugar acaba envolvendo todo o ambiente, os moradores da pequena vila, a floresta de catolés, o clima típico da serra e o fantástico acolhimento do casal Valdinho e Quininha nos davam a certeza do grande encontro do Cariri Cangaço no "Tempero do Reino" em pleno império da Pedra do Reino.
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 Manoel Severo, Bosco André, Valdinho e Cícero Aguiar
Manoel Severo e a casa de Valdinho e Quininha; anfitriões do almoço do 
Cariri Cangaço no "Tempero do Reino" em plena serra da mágica Pedra do Reino...
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A almoço: Coco catolé cozido, galinha caipira, feijão com farofa de cuscuz, angu e girimum nos transportaram no tempo e nos traziam o verdadeiro tempero dos sertões de antigamente. Quininha revela:"Vou preparar um cardápio pra lá de especial para o pessoal do Cariri Cangaço que pode ter certeza que vai provar uma comida sertaneja muito especial aqui na nossa casa". A visita do Cariri Cangaço à Pedra do Reino será no sábado, dia 13 de outubro e o almoço será no terraço da maravilhosa casa do casal Valdinho e Quininha no "Tempero  do Reino".
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A majestosa Ilumiara da Pedra do Reino recepcionou a Comissão Cariri Cangaço. No cenário do místico e trágico episódio sebastianista de 1838 o gênio inquieto de Ariano Suassuna criaria um conjunto magnifico de dezesseis estátuas em granito, dispostas em círculo e tendo como figuras centrais a sagrada família; as obras confeccionadas pelo escultor popular Arnaldo Barbosa; retratam a partir de dois hemisférios o sagrado e o profano. "A visita do Cariri Cangaço à Pedra do Reino contemplará o dia inteiro do sábado, onde teremos além da visita a esse esplendoroso cenário e do almoço sertanejo em cima da serra e em casa de taipa com fogão a lenha, conferencias especialmente preciosas com a participação do filho do Mestre Ariano; o amigo Manuel Dantas Suassuna, realmente uma agenda imperdível sob todos os aspectos" confirma Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.
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O Cariri Cangaço São José de Belmonte 2018 está pronto para receber o Brasil de Alma Nordestina. O Conjunto de Conferências, o alto nível de todos os palestrantes e os respectivos debatedores, os temas palpitantes, as visitas igualmente históricas e a imensa tradição do lugar nos dão a certeza de mais uma vez realizarmos, juntos, um evento inesquecível e marcante. Avante !
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Cariri Cangaço
Visita e Reunião a São José de Belmonte
01 de setembro de 2018
Fotos de LOURO TELES
E vem ai...

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