Daniel Coelho critica falta de gestão no problema da violência em Pernambuco

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Diante da onda de violência que vem ocorrendo no Estado de Pernambuco, o deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE) fez um duro discurso na tarde desta terça-feira (19), na tribuna da Câmara dos Deputados, onde criticou a falta de comando e pulso do governador Paulo Câmara. O parlamentar também propôs soluções para ajudar no combate à insegurança, como a criação da polícia penitenciária – cuja PEC já foi aprovada no Senado – e a disponibilização de mais recursos para o Fundo Nacional de Segurança Púbblica.

“É lamentável que Pernambuco tenha hoje os piores índices de segurança pública do país. Até o presente momento, mais de 3.500 pessoas já foram assassinadas no Estado de Pernambuco (este ano). Os crimes se multiplicam na Zona Norte, na Zona Sul do Recife, na região do Agreste, no Sertão, na cidade de Caruaru, recentemente, com um atentado contra jornalista... uma situação caótica”, lamentou.

“Em números absolutos, o Estado de Pernambuco, este ano, já perdeu mais vidas vítimas da violência do que os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que têm população muito maior. É evidente que isto tem alguns motivos: o primeiro deles, sem nenhuma dúvida, a falta de comando, de pulso e de prioridade do governador Paulo Câmara, que perdeu completamente o diálogo com a Polícia Militar, que perdeu o diálogo com a sociedade e que junto com seus secretários tem dado declarações que deixam a população pernambucana extremamente indignada”, criticou Daniel.

Criação da Polícia Penitenciária

Em seu discurso, Daniel Coelho falou da importância de se colocar mais policiais militares nas ruas e, para isto, solicitou a inclusão na pauta de votações da Câmara dos Deputados a votação de uma PEC já aprovada no Senado, de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que trata da criação da Polícia Penitenciária.

“Mas não subo a esta tribuna só para reclamar, mas também para olhar para o futuro e fazer algumas propostas. Ressalto a PEC que foi aprovada recentemente no Senado e que será enumerada aqui para essa Casa, de autoria do senador Cássio (Cunha Lima), que fala da polícia penitenciária. A gente sabe que hoje as prisões e as cadeias brasileiras são um grande problema. E com essa divisão entre agentes penitenciários e polícia militar, infelizmente nós temos um quantitativo de policiais militares que estão nos nossos presídios, mas que fazem falta nas ruas, cuidando da proteção da nossa população”, argumentou Daniel, que complementou:

“Peço que o mais rápido possível essa PEC seja pautada também nesse plenário, aprovando a criação da polícia penitenciária, permitindo que o que hoje são agentes, se tornem policiais, com a sua prerrogativa para tomar conta dos presídios, liberando os policiais militares para estarem nas ruas, cuidando da população brasileira”.

Daniel Coelho também discutiu a questão do Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo o parlamentar, no debate que existe hoje no país em relação à privatização de empresas públicas, o dinheiro oriundo dessa receita seria importante para reforçar esse Fundo, desde que as ações com as empresas públicas sejam feitas com critério, analisadas e não sejam vendidas como se estivessem numa liquidação.

“Existe um debate em curso neste país, e não quero tomar posição aqui específica sobre cada empresa pública, mas uma discussão sobre vendas de ativos, de ações e até de privatizações de empresas públicas do setor federal. Esse é um debate importante para o país, claro que feito com a ponderação e o equilíbrio de que cada empresa precisa ser analisada. Elas não podem ser de forma alguma vendidas como aquele cidadão que faliu e vende o apartamento barato pra pagar as dívidas. As empresas têm que ser vendidas no custo correto, no seu preço adequado, com fiscalização da sociedade, da imprensa e do parlamento. Mas os recursos provenientes dessas privatizações não podem ir para pagar as dívidas geradas pela corrupção do governo Temer, do governo Lula, do governo Dilma e de governos que passaram. Precisamos sim utilizar esses recursos e é essa a proposta que faço, para a criação de um fundo nacional de segurança pública. Para que enfrentemos as áreas de risco e alta criminalidade com ações integradas do governo federal, governos estaduais e governos municipais, combatendo esse, que sem nenhuma dúvida, é o maior mal da população brasileira no momento”, concluiu.

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