Em Jaboatão dos Guararapes, candidatos tenta detonar o outro a todo custo

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Em Jaboatão, segundo maior colégio eleitoral do Estado, a campanha de segundo turno pelo controle da Prefeitura Municipal descampou para o campo da agressividade. Os maiores bombardeios disparados pelas redes sociais, campo que assumiu preponderância, acima do próprio guia eleitoral, tentam detonar um candidato que tem cheiro de povo, a cara da cidade: Manoel Neco, o Neco, do PDT. Alguns até o consideram azarão, mas desde a primeira pesquisa no primeiro turno ele se mantém em tendência de crescimento e não pode ser, portanto, qualificado como tal.
Na eleição de domingo passado, acabou em segundo lugar, obtendo 87.490 votos, 30,09% dos votos válidos, cinco pontos percentuais abaixo do candidato do PR, Anderson Ferreira, mas para a disputa final, marcada para o próximo dia 30, já arrebatou o apoio de Heraldo Selva, que disputou pelo PSB e teve 59,242 votos (20,37%), e a garantia de que as principais lideranças socialistas do Estado, a começar pelo governador Paulo Câmara, estarão no seu palanque.
Anderson estadualizou a eleição ao fazer a opção pelo apoio do senador Armando Monteiro, provável candidato do PTB a governador. Seu partido, o PR, ocupa cargos no Governo do Estado, mas mesmo assim, o republicano preferiu, automaticamente, fazer seu alinhamento para 2018 com Armando, derrotado por Paulo Câmara nas eleições de 2014. Na primeira semana de campanha de segundo turno, Selva já percorre as ruas com Neco e a partir de hoje um grupo mais amplo de deputados do PSB deve subir no palanque do pedetista.
Sabendo que Neco é um adversário perigoso e difícil de ser abatido, Anderson adotou uma estratégia de alto risco para tentar nocauteá-lo. Embora não assuma, desde o dia seguinte ao pleito de primeiro turno, uma verdadeira guerrilha nas redes sociais foi deflagrada para destruir a imagem de Neco. Já falaram de sua esposa, que teria sido aposentada com valor irregular, e de supostas contas com problemas no TCE quando presidiu a Câmara de Vereadores.
A campanha vai mais além e tenta incutir na população a ideia de que Neco não teria preparo nem envergadura para assumir uma Prefeitura do porte de Jaboatão. “O desespero bateu à porta do meu adversário”, reage Neco diante do que qualifica de “baixarias”. Na verdade, Anderson tenta vender a imagem de bom moço, moderno e articulado em Brasília, mas dá ordens em seu comitê para bater sem piedade no adversário, tendo, segundo aliados de Neco, criado uma equipe para disseminar a chamada contrapropaganda.
Pau que bate em Francisco, também bate em Chico. O que se diz em Jaboatão, entretanto, é que se Anderson persistir ainda mais dando combustível a esta guerrilha pode provar do próprio veneno, porque, como todo político, também tem telhado de vidro. No primeiro turno, aliás, ele não explicou porque nasceu, foi criado e viveu a vida inteira na igreja evangélica, mas já está no terceiro casamento.
Magno Martins

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