Discursando em Surubim o Senador Armando Monteiro afirma que Governador existe em Pernambuco, mas Governo não

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Derrotado nas eleições passadas na corrida para o Governo do Estado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) não assume, em nenhum momento, que tenha planos de voltar a disputar o cargo de governador novamente, em 2018. Mas o seu discurso que começa a ser difundido pelo Interior do Estado tem todos os ingredientes de uma já pré-candidatura. Falando em Surubim, na entrega de uma obra do prefeito Túlio Vieira (PT), sexta-feira passada, o senador bateu duro na gestão Paulo Câmara.
“Nós temos um governador, mas não temos Governo”, disparou Armando, para em seguida ressaltar que esta é a sensação de todos os pernambucanos. “A saúde está no caos, as taxas de violência cresceram assustadoramente, não existem políticas públicas de geração de emprego e renda, os municípios estão desamparados”, disse, sob os aplausos de aliados que defendem o endurecimento do seu discurso, como o senador Humberto Costa (PT) e o deputado federal Sílvio Costa, que estavam no palanque.
Enquanto o senador concentra suas críticas na administração de Câmara, que julga muito precária, Sílvio Costa não só ataca o Governo estadual, mas o PSB. Em seu discurso, culpa o partido pela derrocada de Dilma. “O PSB votou fechado a favor do impeachment, foram 26 votos”, diz ele, para em seguida derivar para outro campo: incutir na população que a operação Turbulências, envolvendo as investigações sobre a compra do avião que caiu e matou Eduardo Campos, arrastará o PSB para o fundo do poço.
“Eu já vi cachorro sem dono, mas avião não. Estou vendo pela primeira vez”, berra do palanque um irônico e engraçado Silvio Costa, provocando risos da plateia. O deputado vai mais além. Para ele, Dilma é uma santa, sem pecado original, enquanto o PSB e seus adversários, incluindo o presidente em exercício Michel Temer, são os diabinhos. “Golpearam uma mulher honesta e este golpe foi feito com a ajuda de um deputado daqui de Surubim”, afirma, sem se referir a Danilo Cabral (PSB), adversário do prefeito.
Túlio Vieira arrastou uma multidão para entregar a obra mais simbólica da gestão dele: um anel viário, que virou realidade sem ajuda do Governo do Estado. O prefeito foi buscar o dinheiro em Brasília através de uma emenda do senador Humberto Costa, que em seu discurso voltou a bater na tecla da inocência de Dilma e no “golpe”. De olho no Palácio das Princesas, Armando começou sua agenda por Caetés, quando se reuniu com o prefeito Armando Duarte (PTB), que disputará a reeleição.
Participou em seguida de uma plenária em Águas Belas com índios, trabalhadores rurais e militantes de movimentos sociais, promovido pelo prefeito Genivaldo Menezes (PT) e pelo pré-candidato a prefeito, Luiz Aroldo (PT). Armando esteve ainda com os prefeitos de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), e de Surubim, Túlio Vieira (PT), ambos postulantes à reeleição. Já no sábado, o senador se encontrou com dois aniversariantes: o prefeito de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), que tentará renovar o mandato, e o pré-candidato do PTB à Prefeitura de Camaragibe, Demóstenes Meira.
Armando está convencido de que Paulo Câmara faz uma gestão tão pífia que pode ter reflexos na eleição do Recife, onde, segundo eles, a oposição tem amplas chances de eleger o prefeito. “Geraldo também não tem um governo bem avaliado pela população do Recife”, diz ele, que a partir de agora, faltando três meses para as eleições, andará o Estado inteiro para tentar eleger o maior número de prefeitos aliados.
Magno Martins

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