O governador Paulo Câmara está afinadíssimo com o Senador Fernando Bezerra Coelho

,
Aos poucos, o governador Paulo Câmara (PSB) vai superando as dificuldades na relação com o senador Fernando Bezerra Coelho, com o qual foi eleito nas eleições de 2014, mas quando chegou ao poder não o prestigiou. Na montagem da sua equipe, Câmara não aproveitou um só auxiliar indicado pelo senador, o que gerou um clima de mal-estar, provocando distanciamento do grupo Coelho com o núcleo duro do Palácio das Princesas.
Na visita que fez, ontem, ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, um dos herdeiros políticos do senador, o governador ficou bastante à vontade, chegando, inclusive, a prometer ir a Petrolina, no próximo mês, para o lançamento da candidatura de Miguel Coelho, também filho do senador, a prefeito do município, já marcada para o dia 1º, marcando a grande arrancada da campanha municipal.
É bom lembrar que, até mesmo antes de Fernando Filho virar ministro de Temer, a direção estadual do PSB, além de não assumir compromisso com a candidatura de Miguel, deixou vazar intencionalmente que poderia intervir na comissão provisória do PSB em Petrolina, destituir Miguel e entregar o comando do partido ao deputado Lucas Ramos, filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ranilson Ramos.
Lucas e Miguel travaram uma briga feroz pelo apoio do partido e do Palácio ao projeto majoritário em Petrolina, levando vantagem na queda de braço o filho do senador, aliás, o caçula, na idade e na política, que sonha em governar o município que o pai começou a sua vida pública e administrou em três oportunidades. Petrolina é o maior colégio eleitoral do Sertão, um oásis na economia do Estado e por isso mesmo o PSB quer arrerebatar o poder das mãos do prefeito Júlio Lóssio, do PMDB.
Ao procurar o ministro, depois de se entender com o senador, o governador Paulo Câmara desarmou os espíritos e agiu acertadamente, porque o que está em jogo é o fortalecimento do partido no Estado. Câmara rompeu, ao mesmo tempo, a barreira imposta por um segmento minoritário no PSB que ajudou a fazer a sua cabeça para fechar as portas do Palácio e do seu Governo a Fernando Bezerra.

0 comentários:

Postar um comentário