Mil e uma habilidades de Dona Nicinha costureira da Terra da Pedra do Reino

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Com o ofício de dar forma aos tecidos nordestinos, talento e disposição, Dona Nicinha enche suas bobinas diariamente, produzindo variadas peças  desde os 17 anos.
A intimidade com os tecidos começou cedo, quando seu pai, Manoel de Souza Ferraz, a deixou interna no colégio  Padre Ibiapino, de Triunfo PE, depois de ter sido abandonada com apenas seis anos pela sua mãe, Alzira Freire da silva.
Pra aliviar a falta da mãe, dedicou-se a costura e todas as oportunidades que surgiram.
Foi acumulando conhecimentos e técnicas, colocando em prática toda criatividade nas várias formas de arte que ela aplica, ainda hoje aos 76 anos, com sua máquina de costura companheira, a qual pilota com muito amor e um pouco de dor na coluna, e capricha  nos tecidos, no couro, nas bonecas de pano, nas lindas flores de palha, no ponto cruz, ponto matiz, sem contar que borda em fita, pinta o sete e desenha o oito.
Por ser uma costureira antiga, a Belmontense carrega uma trouxa de histórias  aqui de São José, contos hilários, como a história das meninas do antigo cabaré de Fufú, conta que costurou durante  muito tempo pras moças que trabalhavam pro cabaré, e o pedido delas era sempre o mesmo, queriam roupa leve, curta e que fosse fácil de rasgar…
Dona Nice vive a melhor idade com a alma cheia de energia, ativa e com astral bonito dos que dá gosto de vê, faz questão de participar de grupos da terceira idade, viaja, dança ciranda, aprende, ensina, mantém a vida cheia de expectativas boas, e nos faz saber que o bem-estar da nossa alma é extensão do querer.
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Por Keane Ferraz
Colunista de Arte do Blog do Silva Lima

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