Jovem belmontense expressa pensamento politico sobre o poder legislativo da atualidade

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Por Evandro Gonçalves

Moramos nas cidades, não nos entes abstratos: Estado ou União. Nossa imaturidade política e nosso desgosto com os repetidos escândalos vergonhosos da política e dos políticos, fez com que nos afastemos das câmaras municipais.
Dessa forma, sem controle social, sem pressão, os maus políticos (por incompetência), e os políticos corruptos (por má-fé e mau caráter), ficam livres para ultrajar nossa cidadania e nossa dignidade, deixando de fiscalizar o executivo, deixando de liderar os munícipes e aprovando leis que só interessam a eles, a determinados grupos econômicos e ao enriquecimento ilícito.
Nas câmaras legislativas autoriza-se, cria-se, muda-se ou corrige-se os rumos de quem vive nas cidades, essa é a verdade. Nessas Casas as grandes questões da coletividade municipal são tomadas, e, é bom frisar, a corrupção e os desmandos não vêm de cima para baixo, eles se sustentam com as pequenas e grandes corrupções e desmandos aprovadas nos municípios e estados, assim se sustenta a pirâmide governamental da corrupção e da incompetência. Os vereadores de hoje serão os deputados e senadores do amanhã, em grande proporção.
É corrente o conhecimento segundo o qual cabe ao vereador fiscalizar o executivo municipal e propor as leis municipais, mas, na prática, o que ocorre? Na prática não há proposições relevantes e as que existem são pouquíssimas, na prática os vereadores da situação agem como cães amestrados do prefeito, os da oposição resmungam e gritam, falta diálogo, falta liderança, falta ouvir o cidadão, falta atitude e coragem.
A postura passiva e inerte, de quem só anda por impulso e por pedidos, é do judiciário, para que este tenha equilíbrio, e assim deve ser; o vereador deveria significar: ouvido e voz do povo! Cabe ao vereador ter independência, honrar seu cargo, estar disponível a todo e qualquer cidadão, não só aos seus eleitores, ele deve ouvir o povo e propor soluções às mazelas do povo. Ele deve dialogar, compor, conversar com secretários municipais, prefeito, líderes comunitários, toda a gente do município; ir às sessões e bater ponto é muito fácil.
Por tudo isso, o vereador deve ser o líder da comunidade, para as soluções que extrapolem a esfera de competência legal, cabe a ele ir ao governo do estado e ao governo central bater à porta e dizer: - “Ei, eu sou os ouvidos e a voz do meu povo!”, levando a gente junto, sob sua batuta. Isso não é utópico, em Blumenau um vereador tanto insistiu que arrancou do governo do estado a presença de um helicóptero na cidade para atender às ocorrências do município e para minimizar o sangue que escorre na rodovia nunca duplicada.
Então, na minha visão, cabe ao vereador fiscalizar, propor leis para o bem do povo e liderar sua gente para alcançar resultados positivos para o bem da comunidade municipal. A eleição, no sentido de estar sempre com os ouvidos abertos ao cidadão comum e incomum, jamais deveria terminar, a competência técnica e geral necessária ao cargo deveria sempre ser cobrada, estimulada e exigida.
Por essas razões, vejo que sem um legislativo municipal correto, sério e competente, a raiz da rama estatal, teremos como resultado um país errado, de brincadeira e incompetente, como o atual.

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