Gari Belmontense é considerado um gênio por criar um carro com peças encontradas no lixo

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José Bega, o gari que criou a Ferrari do Sertão com peças e partes de carros achadas no lixo

Com lixo e criatividade é possível transformar entulho em máquinas automobilísticas. A genialidade do gari José Bega, de 26 anos, ganhou destaque no povoado de Jatobá, a 25 km da zona urbana de São José do Belmonte, ao criar um carro com peças encontradas no lixo. Em conversa com o FAROL, ele explica que o carro construído com partes de carros velhos e materiais improvisados chamou tanta atenção nas redes sociais que já recebeu visitantes e curiosos que foram conferir a engenhoca. Bega, além de gari é também o único mecânico da região, e uniu seus conhecimentos de mecânica com as peças jogadas no lixo e construiu um veículo que batizou como Ferrari do Sertão.
11823836_477590369078763_1456729059_nO mecânico explicou como conseguiu realizar o feito e enfatizou que esse não foi a sua única criação, Bega é mecânico de motos e carros e fez seis cursos e Salgueiro e Petrolina pelo Senai, mas há dez anos trabalho como gari. Ele conta que já construiu e vendeu duas motos feitas com material reciclado e para a Ferrari do Sertão contou com a ajuda do seu afilhado Lukaz Silva, de 16 anos, que segue os passos do padrinho como mecânico. “Encontrei muitas peças no lixo e resolvi construir o carro, pedi outras peças a amigos e tinha outras na minha oficina. Não gastei muito para fazer o carro, cerca de R$ 200 com solda, eletrodos e um disco de corte de peças. Levei cerca de um mês para fazer o carro”, conta José Bega.
A Ferrari do Sertão ainda está em fase de acabamentos, mas já foram realizados testes de corrida e o possante, que é movido a gasolina, chega a 40km/h com tanque capaz de armazenar 4 litros de combustível. O motor tem a potência de 50 cilindradas e já tem partida elétrica, confeccionada com interruptor de lâmpadas de motocicletas. “Eu tive essa ideia para mostrar que é possível fazer muita coisa com lixo, eu sempre trabalhei com reciclagem e sou o primeiro da região a fazer um carro desses. Batizei o carro de Ferrari do Sertão porque nós aqui do Sertão somos muito discriminados e essa ideia e o nome são para valorizar a nossa região e a reciclagem do lixo”, relatou o gari.
CONFIRA O VÍDEO DA FERRARI DO SERTÃO
A Ferrari do Sertão contou com a ajuda do seu afilhado Lukaz Silva, de 16 anos, que segue os passos do padrinho como mecânico
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